O KPV é um peptídeo tripeptídico composto por Lisina–Prolina–Valina, derivado do fragmento C-terminal do α-MSH (hormônio alfa-melanócito-estimulante). Diferentemente do α-MSH completo, o KPV não apresenta atividade pigmentante, mantendo principalmente suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras.
O KPV tem sido amplamente estudado como um peptídeo regulador da inflamação, com interesse especial em aplicações relacionadas à saúde intestinal, doenças inflamatórias, integridade da mucosa, imunidade e inflamação sistêmica de baixo grau.
O KPV atua como um modulador seletivo da resposta inflamatória, influenciando vias celulares fundamentais sem suprimir completamente o sistema imune.
Um dos principais mecanismos do KPV é a inibição da ativação do fator de transcrição NF-κB, que é central na produção de citocinas inflamatórias.
Com isso, o KPV reduz a expressão de:
TNF-α
IL-1β
IL-6
IL-8
Essa ação contribui para um estado anti-inflamatório controlado, sem comprometer a defesa imune fisiológica.
Estudos demonstram que o KPV possui atividade antimicrobiana direta, especialmente no trato gastrointestinal, ajudando a:
Reduzir crescimento bacteriano patogênico
Preservar a integridade da mucosa intestinal
Contribuir para o equilíbrio da microbiota
Esse efeito é relevante em condições associadas à inflamação intestinal crônica.
O KPV atua como imunomodulador, regulando a ativação de células imunes como:
Macrófagos
Neutrófilos
Células epiteliais intestinais
Ele promove uma resposta imune mais equilibrada, reduzindo inflamação excessiva sem induzir imunossupressão.
O peptídeo demonstrou capacidade de:
Preservar junções celulares (tight junctions)
Reduzir permeabilidade intestinal
Proteger tecidos epiteliais contra danos inflamatórios
Esse mecanismo é particularmente importante em contextos de disfunção da barreira intestinal.
Modelos experimentais de colite mostraram que o KPV:
Reduz inflamação intestinal
Diminui infiltração de células inflamatórias
Melhora integridade da mucosa
Esses efeitos foram observados sem os efeitos colaterais típicos de anti-inflamatórios sistêmicos.
Pesquisas indicam que o KPV pode ser relevante em condições associadas à inflamação crônica de baixo grau, como:
Doenças intestinais inflamatórias
Distúrbios inflamatórios da pele
Inflamação metabólica
Seu perfil de ação seletiva o torna um composto de interesse em pesquisas de longo prazo.
Estudos celulares demonstram que o KPV:
Atenua respostas inflamatórias exageradas
Reduz estresse oxidativo secundário à inflamação
Mantém a funcionalidade imune normal
Os dados disponíveis sugerem que o KPV apresenta:
Baixa toxicidade
Boa estabilidade biológica
Perfil favorável de tolerabilidade em modelos experimentais
No entanto, a maior parte das evidências ainda é pré-clínica, e o composto permanece classificado como peptídeo de pesquisa.